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Mapeando a China e Mapeando o Mundo
16-05-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta amanhã, quinta-feira, dia 16 de Maio às 19:00 horas, uma conferência intitulada "Mapeando a China e Mapeando o Mundo", inserida no Ciclo de Palestras Públicas de História e Património, que resulta de uma parceria regular entre a FRC e USJ – Departamento de História e Património da Universidade de São José, em Macau.

Marco Caboara, Professor Sénior de História da Cartografia e História da Ciência na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (HKUST), será o orador convidado desta palestra, tendo sido até recentemente curador da colecção de mapas ocidentais antigos da China na Biblioteca da HKUST.

Nesta palestra, o orador falará sobre a influência mútua dos mapas europeus e ocidentais na criação dos primeiros mapas europeus da China e dos primeiros mapas chineses do Mundo, com foco no mapa de Ricci de 1602. O autor apresentará a sua monografia “Regnum Chinae: The Printed Western Maps of China to 1735”, publicada recentemente pela editora europeia Brill, bem como pesquisas recentes, suas e de outros, reflectidas no volume “Remapping the World from East Asia: Towards a Global History of the ‘Ricci Maps’”, publicado pela University of Hawaii Press em Fevereiro de 2024.

Marco Caboara cresceu em Génova, Itália, «cidade onde a prisão que viu Marco Polo escrever o seu “Il Milione” fica a uma curta caminhada da casa de Cristóvão Colombo», segundo a sua biografia, razão pela qual «cultivou desde cedo um interesse por viagens e, especialmente, pela relação entre a Europa e a China».

Estudou História, Linguística e Chinês na Scuola Normale Superiore de Pisa, na Universidade de Pequim e na City University de Hong Kong, e fez o doutoramento na Universidade de Washington, Seattle, com um estudo sobre as características linguísticas dos manuscritos clássicos de bambu chineses. Recentemente, concluiu a carto-bibliografia abrangente dos mapas ocidentais da China de 1580 a 1735, publicada pela Brill, e está agora a trabalhar com manuscritos chineses e mapas impressos produzidos durante o mesmo período.

A palestra será apresentada em língua inglesa com duração de 1 hora e meia.

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Seminário de Filantropia Corporativa
14-05-2024

A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, terça-feira, dia 14 de Maio às 18:30, um "Seminário de Filantropia Corporativa", que reúne em Fórum Público a Faculdade de Administração e Direito da Universidade de São José (USJ-FBL), o Instituto Ricci de Macau (MRI) e a revista Macau Business (MB), co-organizadores do evento.

O seminário será apresentado pelo Director da MRI, Prof. Fr. Stephan Rothlin, S.J., que acaba de publicar o livro "Corporate Philanthropy in China and Beyond" (World Scientific Press, Singapura, Abril de 2024) onde explora o tema da nova Lei de Caridade na China e compara diferentes abordagens de redução da pobreza e filantropia corporativa entre a China e a Europa.

Os palestrantes convidados para este seminário são os vencedores do Primeiro Prémio Deignan de Empreendedorismo Responsável (DARE) 2022-2023 e os parceiros da comunicação social para evento: Loh Seow Yuen (SY), Directora Administrativa da MSS Recruitment, Rui Pedro Cunha, Director Geral da C&C Lawyers, e José Carlos Matias, Director da Macau Business.

A conversa será moderada pela Professora Jenny Phillips, Reitora da Faculdade de Administração e Direito da USJ, que consuzirá os intervenientes à partilha dos valores que orientam as ações filantrópicas das suas organizações. Um ponto importante da primeira ronda do Prémio Deignan para Empreendedorismo Responsável foi, justamente, o facto de, no meio da crise da pandemia, ter sido assegurada uma ajuda eficiente e fiável através de pequenas e médias empresas inovadoras. O foco do Fórum não é, portanto, apenas uma apresentação de diferentes empresas e fundações, mas sim entender como as suas competências e conhecimentos de gestão podem ser cruciais para ajudar indivíduos e grupos inteiros marginalizados quando enfrentam crises graves.

No encerramento do seminário, o Professor Fr. Rothlin S.J. apresentará os pontos distintivos do Prémio Deignan de Empreendedorismo Responsável (DARE) 2024, que se baseia nos 15 valores fundamentais defendidos pelo Pe. Alfred Deignan S.J. com forte foco na Filantropia Corporativa. Em diferentes fóruns, Stephan Rothlin S.J., que está envolvido na ética empresarial em Macau e na China desde 1998, explicou que o tema foi escolhido porque a primeira ronda do prémio documentou claramente o grande impacto das pequenas e médias empresas junto da população mais carecida.

O DARE2024 terá início oficialmente em 20 de Maio de 2024 com um evento de lançamento organizado pelo co-organizador do DARE, a Woo Fu Social Enterprise em Hong Kong. O DARE2024 é um concurso para pequenas e médias empresas em Macau e Hong Kong, que visa promover práticas empresariais responsáveis e sustentáveis e documentar como os principais valores confucionistas e cristãos podem ser desenvolvidos num mercado mais competitivo.

Informação sobro o DARE pode ser encontrado no website: https://www.deignanaward.org/

Esta sessão será realizada em inglês.

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Imagens de Macau em Movimento: A Visão da RAE no Século XXI
09-05-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta amanhã, quinta-feira, dia 9 de Maio às 19:00 horas, uma conferência intitulada "Imagens de Macau em Movimento: A Visão da RAE no Século XXI", inserida no Ciclo de Palestras Públicas de História e Património, que resulta de uma parceria regular entre a FRC e USJ – Departamento de História e Património da Universidade de São José, em Macau.

Stacilee Ford, Professora Associada no Departamento de História da Faculdade de Artes da Universidade de Hong Kong, será a oradora desta palestra, com relevante trabalho de investigação no Programa de Estudos de Género daquela instituição académica, como historiadora cultural com pesquisa feita nas áreas de estudos transnacionais americanos, história das mulheres e de género, e produção cultural interasiática, entre outras.

«Desde a viragem do século XXI, as histórias cinematográficas sobre as pessoas e lugares de Macau progrediram muito além dos habituais retratos de cariz exótico que eram usados pela Hollywood dos tempos da Guerra Fria. No entanto, imagens, temas e enredos mais familiares continuam a passar para as telas contemporâneas. Esta palestra irá discutir o que mudou, o que não mudou, e o que os filmes recentes nos contam sobre a história, a identidade de Macau e a importância do lugar desta Região Administrativa Especial da China, na intersecção dos fluxos transnacionais e globais», promete a USJ.

A oradora falará sobre o tema e apresentará uma selecção contextualizada de documentários e de cinema independente e comercial do início deste século, onde se incluem destacados filmes como “Adeus Macao” de Evans Chan (2000), “Sisterhood” de Tracy Choi (2016), “A City Called Macau” de Li Shaohong (2018) e “One More Chance” de Anthony Pun (2023).

Stacilee Ford reside em Hong Kong desde 1993 e tem-se dedicado ao ensino académico, à investigação e à publicação de artigos e livros sobre mulheres e comunidades americanas em Hong Kong e Macau, sobre o cinema de Hong Kong, e sobre a mudança geracional na região da Ásia-Pacífico. O seu interesse particular tem sido a identidade cultural e as mudanças históricas articuladas no cinema, na televisão, na internet, na educação, na literatura, na gastronomia e na cultura de consumo de Hong Kong e Hollywood. Ela é autora do livro “Troubling American Women: Narratives of Gender and Nation in Hong Kong”, publicado em 2011 pela Hong Kong University Press.

A palestra será apresentada em língua inglesa com duração de 1 hora e meia.

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De Pequenino se Torce o Pepino: Literatura Infantil
04-05-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta amanhã, sábado, dia 4 de Maio às 10:30 da manhã, uma sessão intitulada “De Pequenino se Torce o Pepino: Literatura Infantil”, no âmbito do ciclo Conversas sobre o Livro, co-organizada pela Associação dos Amigos do Livro em Macau, o Instituto Internacional de Macau e as Edições Mandarina, para comemorar o “Dia da Leitura Conjunta em Toda a Cidade de Macau”.

A FRC resolveu tomar por tema, este ano, a “Literatura Infantil” e intitular a sessão (em chinês) com um provérbio de saber popular –《八定八十》–, que imprime imutabilidade à personalidade humana, dos oito aos oitenta anos de idade. O mesmo aconteceu com a escolha do provérbio que está na base do título em português.

Segundo o médico e escritor Shee Vá, em representação da Associação dos Amigos do Livro em Macau, «ler faz bem à saúde porque exercita a imaginação e a criatividade, além de enriquecer o vocabulário que contribui para a fluência da linguagem escrita e falada. Estes benefícios adquirem maior valor se cultivados na infância. É uma época fértil que fará germinar a boa semente que for lançada à terra».

Nesta manhã de leituras, iremos perceber junto das crianças quais as histórias da sua preferência e porque sentem prazer em ler. E já que «o livro infantil abarca diversos temas e formatos, teremos a opinião balizada da pediatra Filomena McGuire e da escritora e editora Catarina Mesquita, que trarão luz à floresta das folhas que compõem uma leitura», refere o também moderador desta sessão.

O evento pretende ser uma agradável partilha de experiências, onde «António Monteiro recordará os Jogos e Brincadeiras de Macau que o seu avô José J. Monteiro perpetuou em livro, para que a aragem do tempo não os fizesse desaparecer das ruas de Macau». E, porque sonhar faz parte do Homem (criança ou adulto), Sara Augusto e Shee Vá empreenderão uma viagem pela fantasia da poesia.

Convidamos todo o público a trazer um ou mais livros e que nos leia um excerto ou troque por outro do seu agrado.

A conversa será realizada em português, chinês e, eventualmente, em inglês, conforme os participantes e as leituras sugeridas.

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O Futuro das BigTech
02-05-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quinta-feira, dia 2 de Maio às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “The Future(s) of BIG TECH”, que terá como orador convidado o Prof. Sandro Mendonça do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, recentemente nomeado como Fellow Economist da Comissão Europeia em Bruxelas, em 2024.

De passagem por Macau, o reputado economista volta a prestigiar a FRC com mais uma palestra, agora sobre o poder e a regulação das grandes empresas tecnológicas, depois de ter estado na Galeria em Abril de 2023 para falar sobre “A Mudança nas Comunicações: Do 5G à IA através das Plataformas Digitais”.

«As Big Tech vieram para ficar. Mas elas não são empresas que consigam estar paradas, têm fome de inovação. Em termos de I&D (Investigação e Desenvolvimento), as cinco principais Big Tech dos EUA gastam num único ano mais do dobro daquilo que a UE-27, por um período de sete anos, se comprometeu colectivamente com o Horizonte Europa», adianta Sandro Mendonça.

«As grandes empresas tecnológicas aproveitam as infra-estruturas em nuvem, os modelos de negócio das plataformas digitais e, cada vez mais, as tecnologias de Inteligência Artificial, para captar áreas de mercado em expansão e alcançar um desempenho superior». Só há um senão, é óbvio que «estes titãs económicos não são na Europa». Estamos a falar de marcas como a Apple, Amazon, Facebook (Meta), Google (Alphabet), e Microsoft, ou seja, as mais prósperas e influentes dos EUA e do mundo. Com outros gigantes internacionais a aproximarem-se, como a Alibaba, a Tencent, etc.

Surge assim um conjunto de questões para as quais se procuram respostas: qual será o papel da Europa, numa economia totalmente orientada para o mercado? Serão as soluções convencionais, como a regulamentação e a política de concorrência, suficientes para lidar com as repercussões? «Será altura de passarmos à fase pós-neoliberal e de nos envolvermos num activismo industrial informacional do tipo disruptivo? Ou, pelo contrário, será que o incremento da descentralização empresarial resolverá quaisquer falhas temporárias de competitividade e governação europeias?», irá tentar responder Sandro Mendonça, o investigador e académico que coordenou o relatório ‘The Futures of Big Tech’ para a Comissão Europeia (Directorate-General for Research and Innovation), publicado em 2024.

Esta sessão será realizada em inglês.

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CV:
https://ciencia.iscte-iul.pt/authors/sandro-miguel-ferreira-mendonca/cv


Dietas para combater a obesidade
25-04-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta na quinta-feira, dia 25 de Abril às 18:30, uma palestra subordinado ao tema “Dietas para combater a obesidade - mitos e estratégias”. A sessão terá como oradora Prof. Dra. Paula Freitas.

Acerca deste tópico “Dietas para combater a obesidade - mitos e estratégias”, vou apenas elencar 4 pontos. Teremos oportunidade para discutir muitos outros na minha apresentação.

1. Uma pessoa com pré-obesidade ou obesidade, ou até superobesidade, a primeira coisa que tem de saber e perceber é que a obesidade é uma DOENÇA CRÓNICA complexa, multifatorial, recidivante e que, qualquer intervenção a curto prazo, correta ou incorreta, não terá impacto a longo prazo e está votada ao insucesso, se a sua estratégia não for a modificação do estilo de vida de uma forma permanente.

Mas, muitas vezes, quem quer fazer as dietas ditas “rápidas” são pessoas que olham para o problema sob o prisma do aspeto estético e deve ter em atenção que a pré-obesidade e obesidade, não são problemas de cosmética, mas sim DOENÇAS CRÓNICAS com impacto na saúde, qualidade de vida e mortalidade.

2. É de primordial importância que a pessoa com obesidade defina e tenha metas realistas no tratamento da obesidade. Caso contrário, ficará frustrada, desistirá e não perderá peso. A incongruência entre a perda de peso desejado, de forma rápida e com uma “dieta rápida”, e a realidade, pode levar à interrupção de comportamentos saudáveis necessários, de forma prolongada e duradoira, para uma saudável perda de peso. Ou seja, nas DIETAS RELÂMPAGO: A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO.

3. Qual é a “melhor dieta”? Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares. Existem inúmeras dietas: pobres em hidratos de carbono (hipoglícidas); ricas em proteínas (hiperproteicas); pobres em gorduras (hipolipidicas); mediterrânica, atlântica, nórdica vegetariana, vegan, DASH, jejum intermitente, etc, etc. A escolha do tipo de dieta deve ser individualizada de acordo com a idade, as doenças que a pessoa possa ter (por exemplo, doença cardiovascular, diabetes ou colesterol aumentado), o estilo de vida (fisicamente ativo ou inativo), entre outras.

4. Faça escolhas saudáveis todos os dias. Isto é o mais importante. E, só com conhecimentos e informações fidedignas é que as pessoas podem diariamente fazer escolhas livremente saudáveis. Há que pôr fim aos mitos e às confabulações sobre dietas miraculosas. Devemos fazer escolhas alimentares saudáveis todos os dias e praticar exercício físico regularmente. Só deste modo, teremos uma vida saudável.



Prof. Dra. Paula Freitas

Assistente Graduada no Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), Porto.
Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Membro do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S).
Presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).
Coordenadora de Endocrinologia do Centro de Elevada Diferenciação do Tratamento Cirúrgico da Obesidade do CHUSJ.
Coordenadora de Endocrinologia do Hospital CUF Porto.
Editora Chefe da Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, da SPEO e da Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas.
A entrada é livre.

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O Diário de Sarah: Uma nova-iorquina na Macau oitocentista
22-04-2024
A Fundação Rui Cunha e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco (AAAEC) realizam hoje, segunda-feira, dia 22 de Abril às 18:30, a primeira conversa de Serões com Histórias desde 2021, intitulada “O Diário de Sarah: Uma nova-iorquina na Macau oitocentista”, que será protagonizada por João Botas, Jornalista da RTP (Portugal) e autor do dinâmico blog “Macau Antigo”, bem como outros livros sobre o território, onde viveu e estudou na adolescência.

Nesta sessão, moderada por José Basto da Silva, Presidente da AAAEC, o orador irá falar sobre um documento inédito com cerca de 200 anos, que chegou às suas mãos e terá sido escrito por uma norte-americana, esposa de um comerciante que vinha a Macau e à China com frequência. A versão dactilografada que o jornalista obteve, permite descobrir relatos de uma época em que o comércio fervilhava no sul da China.

Segundo uma entrevista a João Botas, publicada no início do ano pelo jornal Hoje Macau, é desconhecido o paradeiro do documento original manuscrito. Mas, «depois de múltiplas verificações, posso garantir que se trata de um relato verídico», afirmou o orador, que chegou ao contacto com descendentes de Sarah e do marido.

De passagem por Macau, o jornalista desvendará detalhes dos escritos de Sarah, que nos vão permitir «viajar até à Macau de meados do século XIX, com muitas descrições de espaços, ruas e edifícios, permitindo fazer o retrato da comunidade de estrangeiros ocidentais que viviam no território, que eram poucas dezenas», numa população que, à data, não tinha mais do que 35 mil pessoas, a maioria chineses, e com apenas 4.500 portugueses e macaenses.

«A linguagem utilizada [no diário] é simples, mas o elevado número de pessoas mencionadas obriga a muita pesquisa de contextualização, nomeadamente, sobre quem eram e o que faziam naquela época. É o que estou a fazer nesta altura, e está quase pronto», relatou ainda João Botas na mesma entrevista, mencionando estar em conversações com entidades públicas de Macau para a edição de um livro.

A sessão será apresentada em Português.

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Atraso linguístico em Macau: Criar uma Criança Bilíngue
16-04-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, terça-feira, dia 16 de Abril às 18:30 horas, um seminário subordinado ao tema “O Atraso linguístico em Macau: Criar uma Criança Bilíngue: Mitos e Desafios”, co-organizado pela AJM – Associação dos Jovens Macaenses em colaboração com a Associação dos Médicos de Língua Portuguesa de Macau. A sessão terá como oradoras convidadas Joana Morgado Bento, Pediatra, e Zélia Almeida, Terapeuta da Fala.

Segundo os organizadores, «Macau foi, desde sempre, um território singular, palco de diferentes línguas e culturas. Um dos maiores exemplos disso mesmo reside no facto de serem duas as suas línguas oficiais, chinês e português, desempenhando o inglês um papel igualmente preponderante, designadamente como língua comum entre diferentes comunidades ou, até mesmo, como língua de ensino oficial nas várias escolas internacionais existentes no território».

São muitas as crianças que em Macau «crescem rodeadas de diferentes estímulos resultantes da forte diversidade cultural, tornando-se verdadeiramente bilingues ou até trilingues». E, embora esta peculiaridade seja positiva a médio e longo prazo, muitos encarregados de educação que se deparam com um atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem dos seus filhos, «tendem a associá-lo a um eventual excesso de informação cognitiva» que consideram poder vir a confundir, ao invés de desenvolver, a «capacidade de processamento fonológico e sintáctico natural em todas as crianças». Mas será realmente assim?

«A discussão não é nova e muito menos exclusiva de Macau», afirma a AJM. Um pouco por todo o mundo, muitos são os especialistas que debatem esta matéria, sempre com o «intuito de contribuir para um cada vez melhor e mais saudável desenvolvimento das crianças», em ambientes tendencialmente multiculturais.

As oradoras convidadas irão abordar o tema, procurando enquadrá-lo no contexto particular de Macau, «nomeadamente na questão de se saber se o facto de um dos pais ou até ambos serem ocidentais, num território com estas características, aumentará o risco de um eventual diagnóstico tardio de atraso de linguagem da criança, comparativamente com outras regiões onde tal não acontece». Na sessão vão ser ainda discutidos casos clínicos, bem como avaliação, tratamento, prognóstico e prevenção do atraso da linguagem em crianças.

O evento será realizado em língua inglesa.

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Conhecimento Além do Capital
11-04-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta amanhã, quinta-feira, dia 11 de Abril às 18:30horas, uma conferência subordinada ao tema “Conhecimento Além do Capital”, co-organizada pela AEIMCP – Associação para o Empreendedorismo e Inovação Macau - China e Países de Língua Portuguesa, com os oradores convidados Paulo Andrez, autor e ex-Presidente da EBAN; e Paulo José Esperança, Reitor Adjunto e Professor da Universidade Cidade de Macau.

Os convidados irão discutir o novo conceito de “investidores-anjos” e o necessário apoio que estes trazem às novas start-ups e aos jovens empreendedores. «Os investidores-anjos desempenham um papel fundamental na promoção de ecossistemas de inovação, fornecendo o crucial apoio financeiro e orientação a start-ups e empreendedores na sua fase inicial. Ao contrário dos tradicionais capitalistas de risco ou investidores institucionais, os investidores anjos são tipicamente indivíduos que investem o seu próprio dinheiro em start-ups promissoras em troca de uma participação no capital», segundo os organizadores.

«Os investidores-anjos são únicos porque contribuem mais do que apenas recursos financeiros para as start-ups; muitas vezes fornecem também conhecimentos valiosos, ligações à indústria e orientação para os empresários, algo que os Governos não conseguem garantir». Na verdade, muitos destes investidores-anjos «são geralmente empresários experientes, trabalhadores de nível C ou veteranos da indústria com vasta experiência e redes nas suas respectivas áreas. A sua orientação e mentoria podem ser fundamentais para ajudar as start-ups a enfrentar os desafios de lançamento e expansão dos seus negócios, incluindo desenvolvimento de produtos, estratégia de mercado e angariação de fundos. Com acesso directo a tecnologias de pontae empresas em rápido crescimento, os investidores-anjos partem de uma posição de vantagem na capitalização dos seus investimentos de forma sensata».

Paulo Andrez é um renomado investidor-anjo e Presidente Emérito da EBAN (European Business Angel Networks). Ele é também um autor best-seller nos EUA, com o livro "Zero Risk Startup" (Editora Forbes). Estes insights sobre as motivações que impulsionam os investidores-anjos serão parte do seu contributo nesta conferência, ao mesmo tempo que compartilhará dicas sobre como mitigar riscos em investimentos-anjo, e destacará as vantagens de estabelecer redes de anjos em Macau. https://pauloandrez.com/

Paulo José Esperança é Reitor-Adjunto e Professor da Universidade Cidade de Macau. Foi também Reitor da ISCTE Business School (2015–19) e ex-Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia em Portugal (FCT, 2019–22).

O debate será realizado em língua inglesa e moderado por Marco Duarte Rizzolio, Presidente da AEIMCP, Association for Entrepreneurship and Innovation Macau – China and Portuguese-speaking Countries e co-fundador do 929 Challenge.

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Custo Real da Transição Energética
08-04-2024
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, segunda-feira, dia 8 de Abril às 18:30, uma conferência sobre o “Custo Real da Transição Energética”, co-organizada pelo Consulado Geral da República Checa em Hong Kong e pela Câmara de Comércio Europeia em Macau, aproveitando a presença do Embaixador Geral para a Segurança Energética do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Chéquia, Václav Bartuška, convidado especial para ser orador desta sessão.

«A transição global para a energia limpa tem um custo». No esforço para as emissões carbónicas zero, «um relatório publicado pela consultora de gestão McKinsey em 2022 estima que os gastos com energia, e com sistemas de gestão dos solos para a neutralização das emissões carbónicas, custariam uma média de 9,2 biliões de dólares por ano, entre 2021 e 2050, o que representaria um aumento anual de cerca de 3,5 biliões de dólares em relação ao anteriormente previsto».

Por outro lado, uma nova análise do RMI – Rocky Mountain Institute, ‘The Great Reallocation’, argumenta que alcançar o carbono zero é apenas uma questão de realocação do investimento de capital» porque, contrariamente ao que possa parecer, «o desenvolvimento do fornecimento de energia renovável não exige um aumento nas despesas de capital. À medida que o investimento em combustíveis fósseis diminui, o crescimento líquido do investimento é de apenas 2% ao ano, em linha com os últimos sete anos, e muito inferior ao da década após 2000», segundo o mesmo relatório.

Entretanto, após uma década de progresso, a transição energética global estabilizou no meio da crise energética global e das volatilidades geopolíticas, de acordo com o relatório ‘Fostering Effective Energy Transition 2023’ do Fórum Económico Mundial. O Índice de Transição Energética, que avalia 120 países (…), concluiu que, embora tenha havido um amplo progresso na energia limpa e sustentável, existem desafios emergentes para a equidade no acesso à energia e desenvolvimento económico sustentado, devido à mudança do foco dos países quanto à segurança energética.

O Embaixador Václav Bartuška esteve envolvido nas políticas para aumentar a segurança energética no âmbito da Presidência Checa da União Europeia, que terminou no final de 2022, tendo também servido como plenipotenciário do Governo Checo para a expansão da Central Nuclear de Temelin. Ele lecciona estudos de segurança e história moderna na Universidade de Nova Iorque, bem como um curso sobre diplomacia energética no College of Europe.

A sessão será em língua inglesa e vai ser moderada por Paulo Rego, Director-Geral do Jornal Plataforma.

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